Mostrar mensagens com a etiqueta Dobrada à moda do Porto/Alvaro de Campos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dobrada à moda do Porto/Alvaro de Campos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Dobrada à moda do Porto

Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.

Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão; nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta.
E vim passear para toda a rua.

Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo...

( Sei bem que na infância de toda a gente houve um jardim,
Particular ou público, ou do vizinho.
Sei muito bem brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje.)

Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, por que é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-mo frio.
Não me queixei, mas estava frio, mas veio frio.

Álvaro de Campos

Receita de dobrada à moda do Porto

ingredientes (8 pessoas)

2 kg de dobrada de vitela
1 frango médio
1 mão de vitela
160 gr de chouriço transmontano
160 gr de presunto de chaves
550 gr de feijão branco ou feijão manteiga
50 gr de banha de porco
3 dentes de alho
150 gr de cebola
300 gr de cenouras
50 gr de sal grosso
pimenta moída e salsa, q.b.

Preparação

Lava-se muito bem a dobrada, tirando as peles.Leva-se a cozer durante apróximadamente 4 horas em água temperada com salgema. Coze-se separadamente a mão de vitela em água com uma pitada do mesmo sal. À parte faz-se um refogado com a banha, salsa picada, cebola e alho. Antes da cebola aloirar junta-se a dobrada cozida cortada aos pedaços, a mão de vitela cozida e desossada, bem como o frango cortado aos bocados, o presunto cortado ás tiras, o chouriço, as cenouras, sal, pimenta e o feijão já cozido.Depois de tudo bem cozido serve-se quente!..."a dobrada à moda do Porto...nunca...se serve fria!..."
Rosa de Santa Isabel